11 abril 2017

A montanha-russa do parquinho e o nosso amor




Posso comparar o frio da barriga de quando chega a vez de entrar no carrinho, com o sentimento que tenho até hoje quando estou perto de te encontrar? Acho que posso sim. Aquela ansiedade infinita, mãos suando, coração disparando. É assim que me sinto toda vez quando você está prestes a chegar, é como se fosse a primeira vez todos os dias. É a mesma sensação ao momento prestes a entrar em um carrinho da montanha-russa.

Depois de embarcar nessa aventura que foi o nosso amor, o maior medo é o da trava abrir. E se a travar abrir? E se você for embora? É aquele medo bobo que nunca superei, mesmo depois de anos de convívio ao seu lado e de inúmeras chegadas (e de nenhuma partida). Essa insegurança sempre está presente, mesmo quando a montanha-russa não aparenta ter nenhuma grande emoção, mas sempre somos surpreendidos, e com o amor acontece a mesma coisa, só que todos os dias.  

O vento frio que bate no rosto em alta velocidade me lembra do frio da madrugada sem você ao meu lado, das noites em que desejei ter você bem perto de mim. Lembro também das tardes ensolaradas de outono onde me pego olhando pela janela, desejando que o vazio passe, e que você preencha esse vento frio e angustiante que é a saudade que se instalou nas piores madrugas e tardes de outono.

Suspiro fundo.

A nosso amor é feito de aventuras, subidas, descidas, looping, alta velocidade, vento, adrenalina, surpresas e medos. Isso faz ser bom. Isso faz valer a pena cada minuto na fila de espera que é a vida, para que finalmente pudêssemos nos reencontrar e aproveitar com intensidade. Se não fosse assim, não seria intenso. Não seria o nosso amor e não seria a nossa aventura.

São tantas as emoções que podem ser comparadas com a montanha-russa do parquinho e o nosso amor. A ansiedade da chegada, o medo de se arriscar, a insegurança da trava abrir, a adrenalina correndo no sangue, a vontade de querer de novo depois que acabou, a perna bamba depois de varias emoções fortes, as surpresas presentes em todos os momentos dessa aventura.


O nosso amor é uma volta infinita naquela montanha-russa do parquinho.

Um comentário:

  1. Que amor mais gostoso de se viver. A verdade é que quando encontramos um outro alguém que saiba compartilhar do mesmo propósito que o nosso, esse friozinho na barriga deixa de ser nervosismo e passa a ser ansiedade + um desejo ardente de se jogar nesta aventura, sem medo algum de se arriscar. Amei a sua crônica. Continue a escrever.

    Um cheiro! ♥

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